sábado, 17 de julho de 2010

Sentimentos Enternecedores

Ela comparou-me a tanto outros que a rondam
pedi que um voto de confiança fosse oferecido
a magia de uma grande noite entendi como consentido
provando dia-a-dia que seu voto fora acertado
entendia que a confiança havia se concretizado
o abrupto rompimento já pré-anunciado
entre mil desculpas fez ciente de que não fora suficiente
passado o tempo descubro que a confiança não faz parte
não fora o ingrediente, nem as mil desculpas
todas elas que tanto me machucaram
descubro que foram maneiras de poupar-me
da razão verdadeira que escondera para nos poupar
não quero imaginar o que possa ser
mas no fundo eu sei
sigo espargindo meus sentimentos enternecedores
pois da dor só a dor derivará
eternamente, sempre para todo o sempre

sábado, 10 de julho de 2010

Take me on the Floor

Passo segundos a admirar
Mas o relógio teima em dizer que foram horas
Talvez eu entre em um estado onde vá a outra dimensão
Local que transforma meus momentos de apreciação
Sempre parcos e insuficientes de tamanha beleza
O dourado natural transpira a sensualidade em gritante discrição
Santificada melanina que compõe as cores daquilo que testemunho
Seu sorriso alvo num lindo contraste iluminando meu líbido
Os longos cabelos marcam traços da beleza indomável desta mulher
Que belo sorriso tu possuis
Que belo sorriso tu possuis
Que belo sorriso tu possuis
Fico a repetir sem parar
Pois outros adjetivos que lhe atribuo são inomináveis
Poderia dissertar por eras sem êxito
Sem sucesso dissertar de quão linda tu és
A mais bela entre as mais belas

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Divina me Ulcera.

conecto ao mundo eletrônico em tua busca
tenho na esperança a força que me faz adentrar em teu átrio
palco onde guardo apenas más lembranças
assim como o inseto hipnotizado pela sedução
caio no emaranhado sufocante de tuas teias
inicia-se mais uma sessão nefasta
mais uma peça composta pelo algoz pianista
que a cada nota faz reverberar no interior de minh'alma
traz lembranças que as conheço bem
a composição que alterna momentos de sofrimentos e sem prazer
a cada nota sinto o açoite em minha essência
fazendo verter meus dramas
faz meu instrumento de apreciação
precipitar minhas mazelas
tornando-se um rio repleto de dores
ao final meu coração é um local vazio e inóspito para qualquer sentimento
assim se constrói um ser frio
o cafajeste de tantas outras
esta é a minha sina, minha maldição eterna
o sofrimento de tantas em busca daquilo que me renegas
O tempo não faz te esquecer, só me ensina a viver sem você...

a cada lágrima derramada para cada dia sem você
não completaria um copo de café
pouco parece o quanto na realidade representa...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Um ser orgânico de atos mecânicos, embalado pelos cânticos continuo monogâmico deste lado do Atlântico.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Hot

Uma conversa alegre e descontráida, foi a forma que tudo inicia, mas o assunto era seu charminho e suas esquivas de dar inveja a um pugilista. Durante muitos argumentos você coloca o dedo em riste diante minha face e me censura, sorrindo. Não resisto e interpreto como falácias que encobrem as entrelinhas de que o desejo é mútuo, assim entendo. Não estou ouvindo as incontáveis recriminações com um ar de sarcasmo típico. Para te interromper de forma que você não se afaste e perca esta proximidade que tanto me agrada, lanço um bote e detenho seu indicador mordiscando entre o meu sorriso. Começo a brincar ultrajante e marotamente com o nosso líbido.
Seus murmúrios incompreensíveis dizem que aprova meus atos e prossigo e caminho pela trilha feliz a bailar sem pressa a encontrar o feliz destino que é a união de nossos lábios. Há um momento mágico que fica entre o breve e o demorado, ao qual ninguém consegue definir assertivamente qual seria e para cada par é próprio e distinto. Onde o breve tira a expectativa e o demorado transpassa o ápice do desejo do contato. A urgência nunca presente, pois paradas em vários pontos não são compulsórias mas tremendamente prazerosas. Posso dizer que fora no limiar, pois mais intenso sinceramente não consigo imaginar.
Entre a satisfação e novas buscas percorremos a novas descobertas as quais sabemos onde tudo nos conduz sem um caminho determinado e definido.
Carícias, olhares, suspiros, vestes contorcem e dançam pelo ar, palavras sem sentido conexas ao contexto que nos rege sem marcações ou ordem. Meu dedos percorrem seu dorso tocando-lhe com o carinho e a virtuose de violoncelista em seu mais suntuoso solo de câmara. Percorrendo displicentemente do toque sedoso à rispidez das minhas garras. Provocando as notas que reverberam com o destino único deste ouvinte e a intesidade que varia proporcional ou inversamente proporcional. Quem está a reparar a estes detalhes? Seguindo o fluxo intenso de nossa paixão. Tudo muito rápido e cheio de detalhes que levariam décadas para descrever cada sentimento que emerge de cada ação.
De repente tudo para. A sensação é de que o universo faz uma breve pausa para testemunhar o momento único, posso garantir que a queda de uma pluma seria notada em meio ao silêncio. Nossos olhares conversam, mil palavras por segundo. As palavras emudecidas, palavras não verbalizadas, palavras do concentimento, palavras do que sim é o momento. Momento indescritível que só quem as vive entende, não há como traduzir em palavras. Nele tudo está inserido: a lascívia, paixão, sonhos, desejos, realizações. Sim agora somos como um único ser que pulsa com dois corações, duas mentes uníssonas no mais belo cântico que consigo imaginar.
Parece que em cada ação e desejo realizado sem tempo para deleitá-los partimos para o seguinte, a busca incessante do nosso "nirvana relacional". O ritmo compassado ou acelerado carrega significados impronunciáveis e desnecessários.
Paro por aqui minha manifestação pois não encontro palavras para descrevê-las e encerro dizendo que foi mais que tudo possa ser um dia entendido além do que alguém jamais vivenciou. O belo, o maravilhoso não podem descrever ou determinar. Pelo menos assim eu a considero.
Após esta exausta e satisfatória viagem quero ficar a conversar apenas com olhares novamente. Cúmplices pretéritos e presentes. Onde ficamos achando que sabemos o que se passa na mente de cada um, onde o porquê de cada dilatação ou mudança no tom da íris, até que eles se encerrem em sono profundo, quando já não estávamos neste estado anteriormente ou recomeçarmos os joguetes "sedutórios", satisfatórios e virtuosos ciclos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pain

tentei com todas as minhas forças
mas entrego totalmente
o caminhar se tornou severo
cada passo um martírio
o passado meu fantasma
estendo a mão e suplico
a ajuda não vem
talvez nunca voltará
eterno na escuridão aterradora
que se tornou suas emoções
as quais um dia soaram como música
lágrimas gélidas percorrem a face
frias pela dor regressa
cortam a carne
dilaceram meus sentimentos
suas frações carregadas
pela brisa da angústia
assim sucumbe minhas vontades
meus desejos
minha alegria
a aniquilação plena do meu ser
minha sentença
a cominação desumana
que exilou para todo o sempre
o brilho de minha alma
de um sujeito fulgurante
ao total dejeto do descarte tirano
do não inocente que aceitou os riscos
só não tinha ciência
do sofrimento incessante
da saudade dos bons tempos
vividos em lembranças
a cada vez mais distantes e remotos

Santa Imagem é a imagem de uma Santa.

um exagero
até eu assim considero
nossos valores e vidas
levam a repudiar a comparação
mas diga-me com sinceridade
se não condiz minha visão
muito tempo a velar a imagem
adorá-la como tudo em minha vida
acreditando cegamente
sinônimo de fé
com fé concreta lanço minha alma
sem provas tudo abstrato
mas sentimentos tão fortes e reais
carrego sua imagem
nos momentos de dificuldades
nos momentos de paz
abro e elevo meus pensamentos
tudo fica sem importância
sorriso fácil e faceiro
tudo fica mais belo sob sua luz
faço mil pedidos
promessas e juras
esperando pela sua graça
passo a evocar o vosso nome
a beata única e especial
na morada deste simples mortal

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Encontrei, enfim, uma definição.

Passei por momentos a admirar e não encontrava uma palavra que definisse o que eu via e sentia.
Admirando cada traço, todas as nuances e matizes. A perfeição que compunha a bela imagem.
Após olhares que procuravam por algo além ou um detalhe ainda não notado veio a palavra.
Avassaladora.
Sem o significado pejorativo que ela possa ganhar mas simplesmente o fato que fui subjulgado pela força da imagem.
Entrego-me com prazer em tornar o seu vassalo.
Estou deixando a partir de agora minha servidão eterna pela adoração que me envolve e abstrai qualquer outra vontade que não a seja de eternamente prestar a este fim.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Without You

Voando pelo astral
mantendo unidos por tantas
a magia que nos envolve
a felicidade que transborda
os cânticos que nos encantam
haverá satisfação superior
não há lugar para questionamentos
só os risos soltos e disciplentes
quero que seja eterno
mas a razão traz para terra
e com isso faz refletir
quantos encontros estaremos sujeitos?
um, mil, nenhum...
o que o destino nos reserva?
o mundo onde minhas alegrias ganham asas?
ou o mundo pálido e gélido sem você?