domingo, 30 de dezembro de 2012

88ª São Silvestre 2013 - É amanhã!

Quem se preparou, preparou...
Conselhos?
Não consumir alimentos muito gordurosos e com excesso de açucares. Sobrecarregam o sistema digestório e o risco de problemas de última hora, já que açúcar tende a necessidade de mais líquidos e mais líquidos no sistema, creio que todos sabem do resultado.
Quem pretende deixar o carro em estacionamentos do metrô a alternativa é bem válida. Uma vez que várias vias estarão interditadas para o trânsito, podendo trazer alguns inconvenientes de última hora, nada desejáveis.
Quem pretende usar o guarda- volumes, nas últimas edições estão muito bem organizados. Colocados no interior de caminhões dos correios. Mas não custa se precaver, caso sua mochila seja preta (comum) coloque uma fita colorida para fácil identificação. Acelerando o procedimento de retirada para você e todos os demais usuários.
Largue de forma comedida, não adianta se estressar e desgastar com o 'congestionamento'. Guarde o fôlego e a energia para as descidas e partes em que o fluxo libera.
Bom, apesar de tudo o melhor é aproveitar a festa e celebrar com muita alegria o simples fato de estar saudável para participar de um evento como a São Silvestre.
Boa sorte a todos!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

São Silvestre - Desorganização na Retirada do Kit.

Saudades dos velhos tempos quando a corrida de rua não era 'modinha'...
Eram heróicos cinco mil inscrios numa São Silvestre.
Hoje, são vinte e cinco mil e a estrutura continua a mesma e os mesmos três dias para retirada. Organizadores, conheçam a senhora aritmética...
Resultado disto, duas horas numa fila sob sol e chuva para pegar uma camiseta de péssima qualidade e um papel enumerado.
Cada vez mais tenho a certeza de que encarar os 15 kilometros e a subida da Brigadeiro são o menos desgastante.

Em tempo, a imagem que eu colei nunca mais ocorrerá, já que o percurso foi modificado e o 'minhocão' não fará mais parte do trajeto.

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1207297-retirada-de-kit-para-sao-silvestre-comeca-hoje-no-ibirapuera.shtml

Palmeiras - Diretor do Palmeiras prevê 2013 ruim: "o pior está por vir"

Sempre digo e bati, bato e baterei nesta tecla, o problema no Palmeiras é político.
A manutenção do Piraci para agradar uma parte e o mesmo acaba minando a já desacreditada e incompetente diretoria. O COF faz de tudo para prejudicar e não é de hoje as contratações. Diz que não tem dinheiro e um plano de como seriam saldados os débitos dos compromissos.
Pois bem, louvável seria se os interesses fossem somente estes. Uma vez que este mesmo COF é o que aprovou todas as compras e gastos de Beluzzo e suas loucuras com a Traffic.
Sempre falo, enquanto o palmeirense não acordar e parar de cobrar jogadores com qualquer diretoria, nada vai acontecer. Aqueles que culpam o Felipão pela queda, fazem esta corja celebrar seus desmandos.
Enquanto houver desunião, 'puxadas de tapetes' e interesses ilegítimos nada mudará e continuaremos a sofrer e ser motivo de deboche pelos rivais.

Última Reflexão do Ano, eu acho...rs

Ontem, travestido (muita hora nessa calma...rs) de Colombo em minha Nau eletrônica, navegava em plácidas páginas sem nenhum compromisso. No YouTube encontro a chamada de um novo vídeo do Vloger PC Siqueira “Natal Ateu”. Curioso com o que poderia trazer nas imagens e suas críticas simplistas e polêmicas, bem ao gosto do público jovem.

Apesar de tudo, o vídeo até surpreendeu-me, pois ele só fala o de sempre, que não acredita em Deus e que Jesus, só o histórico e ponto. Só que ele comemora o Natal e acha legal a festa, a reunião.
Pois bem, creio que um ateu assim, está bom. Pois, afinal, a união, confraternização são um dos motivos que movem (pelo menos deveria) esta data tão festiva.

PC Siqueira é uma figura que cativa muita gente. Um dos principais Vlogers da internet, junto de Felipe Neto. É uma força formadora de opinião bem delicada, uma vez que PC Siqueira ficou famoso na net por postar um vídeo depressivo/ suicida e as pessoas acharam graça por um vesgo revoltado.
Em seus dias melhores, aproveitou seus 15 minutos de fama (e não ter se matado também) e começou a postar suas ideias críticas. Caiu no gosto dos adolescentes e utiliza a renda de seus vídeos para seu sustento e promover sua imagem com um trabalho na MTV. Temerário por ser decisivo nas ideias formadas pelos jovens, considerando seu quadro psicológico delicado (assume publicamente que toma medicamentos controlados).

Ateus, nunca tive nada contra este grupo, muito pelo contrário. Sempre achei um grupo com alto senso crítico e questionador. Só que hoje virou “modinha” e estes consideram religiosos e espiritualistas idiotas e alienados. Pior, fazem apologia e tentam propagar suas escolhas, uma militância irritante pior que a das Testemunhas de Jeová. Pois o último ainda considero que o fazem com a convicção de salvar as nossas almas. Sou favorável e é legítimo o trabalho de derrubar o preconceito sobre suas escolhas.

Alguns bons Ateus ainda falam que os ateístas devem...tem o dever de serem íntegros e de moral ilibada para servir de exemplo. Contesto, Ateus só são pessoas. Quando se fala desta forma já começa a ganhar ares dogmáticos, ou seja, a religião ateísta.
Lembro que compartilho da frase emblemática e impactante de Wagner Borges “Eu não acredito em Deus, tenho certeza que ele existe”.
Ateus são o oposto dos que creem, ambos não possuem embasamento empírico de suas crenças. Acho altamente equivocado quando se utilizam bases científicas como o Darwinismo ou “A partícula de Deus” para embasar sua crença. Quanto mais se explicam mais próximos dos agnósticos se tornam.
Religião aliena o homem? A humanidade é repleta de gente egoísta e a maioria diz possuir uma religião. Há religiosos com uma mente brilhante e de grandes ensinamentos. Um erro crasso, se ainda não for proposital e ser abominável e hediondo.

Enfim, não concordo com a crença de que Deus não existe, mas respeito suas opiniões e, enquanto pessoa encarnada, só espero respeito e que sejam cumpridores de seus deveres cívicos como outro qualquer.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Reveillon 2012/2013.

Manhã de trinta e um, acordo preguiçosamente com o aroma do assado da mamãe.


Deixo tudo pronto para a chegada dos primos. Bola, bicicleta, baralho,

brinquedos. Os apertos de minhas bochechas salpicados de elogios das tias. O

aninhar de exaustão até acordarem para a contagem regressiva. Momento de

experimentar um pouco de bebida alcoólica, um diminuto gole de champanha

consentido, sorvido com prazer e careta.

Algumas coisas mudaram por estas décadas que transcorreram desde então. A São

Silvestre passou da noite para a tarde e agora para manhã. Cuja qual agora faço

parte desta inimaginável loucura há poucos anos. A família cresceu, avós se

foram, primos cresceram, a festa dividiu-se, alguns outros faltam e fazem falta.

Nem o tradicional branco foi imutável, na época de "aborrecente" fiz questão do

negro.

Época de transgressões e rebeldia, menosprezava a data, era só uma data. Um dia

como qualquer outro.

Hoje, mais maduro, gosto da data. Tanto a valorizo que faço questão de comemorar

duas vezes no ano. A passagem do calendário Gregoriano, ocidental e o Lunar

Chinês. A propósito, lá se vai o ano do Dragão para a chegada da Serpente.

Assim, faço um uso mais sábio das datas. Aproveito para reunir com pessoas

queridas e relembrar das anteriores com muita risadas e saudosismo. Sempre citar

o Flavinho, primo que teve a felicidade de nascer no dia 1º e a brincadeira que

perdurou até que ele atingiu os 1,94m e mais de 100 kilos e elogiando o fato

dele não guardar mágoas, para a nossa sorte. Faço ainda uma retrospectiva da

minha vida, para contentar com meus acertos e aprender com meus erros. Desta

forma, planejar e projetar um promissor amanhã.

Emagrecer, iniciar uma prática esportiva e ser mais compreensivo e paciente. As

três promessas que sempre estiveram presentes, só falta a última.



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Final de mais um Natal.


Havia uma época em que as festas de Natal eram cheia de magia. A festa começava na preparação dos alimentos que compunham a ceia. Chegada de primos e lá íamos brincar pelo bairro. Refletir sobre a vida, rir de nossos medos passados diante dos novos desafios da vida. Voltar, comer e reunir a família. Algum tio ou meu pai fantasiado de Papai Noel, como se nós não soubéssemos. Apesar de nossa esperteza, sempre esperávamos um brinquedo surreal ou todos que passam nos comerciais da TV.
Era a malandragem da inocência. O debochar com o brilho da magia natalina em nossos olhos e corações.
Algo acontece nos dias de hoje que me leva a escrever. Algo se perdeu, muito da inocência com toda a certeza. Além dela parece que o prazer de comemorar a data. Claro, não sou mais criança, ma so ar de solidariedade, fraternidade, o tal Espírito de Natal parece que vai chegar mais tarde.
A impressão de um dever social paira no ar. As pessoas indignadas com o relógio que teima em não andar.
Quem está matando o Natal?
Os cientistas, que a todo momento provam de várias formas que Jesus não pode ter nascido em 25 de dezembro?
Jornalistas e críticos que demonstram como o Natal é uma data tão somente comercial?
A morte da inocência das crianças de hoj em dia com tanta informação pelas redes digitais?
A decadência do cristianismo e os ícones de seu dogma?
Eu era um dos críticos que condenava o Natal, pelo êngodo que formava o 'combo'. Só que o que eu queria era que não precisasse de uma data específica para as pessoas abrirem seus corações. Que este ato fosse diário, parte do cotidiano das pessoas.
Só que parece que cada vez mais só veremos estes valores em filmes. Talvez chegará o dia em que nem nas fantasias do cinema, pois será algo que não levará pessoas a assistirem e, simplesmente, fará parte de dicionários e livros históricos...
Bom, ainda nos resta a festa do dia 31!

Grande Espírito e Criador de toda a vida, um guerreiro dirige-se a ti rápido e certeiro como uma flecha em direção ao sol.
Acolhe-o e deixe-o tomar seu lugar no conselho de fogo do meu povo.
Ele é Uncas, meu filho.
Diga-lhe para ser paciente e pedir à morte que se apresse.
Pois eles estão todos aí menos um, eu, Chingachgook, o Último dos Moicanos.



Nota: deve ser porque eu não ganhei meu XBOX360 com o jogo Call of Duty - Black Ops...rs

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Qual a sua Obra?

Chegando mais um final de ano. Véspera da celebração do nascimento do maior ícone da nossa humanidade, Jesus, o Cristo.
Fico a pensar e refletir, sobre várias e várias pessoas que sempre comemoram o Natal e só pensam no 13º. e no que irá adquirir com este dinheiro extra. Só pensa em comer, beber e dormir.
Aliás, alguns fazem só isso a vida toda.
Prometem e renovam votos de mudanças, um novo homem a partir de amanhã. Amanhã este que parece nunca chegar. Ao fim de sua 'gloriosa' vida nada de digno a colocar em seu epitáfio.
A vida de algumas pessoas passam bem longe disso. Alguns bem conhecidos partiram este ano e deixaram um espaço vago sentido por muitos, Marcos Paulo e Oscar Niemeyer.
Alguns são ilustres anônimos e outros só foram reconhecidos no dia de sua morte.
Esta foi Victoria Soto, a professora que escondeu seus alunos nos armários da escola de Newton. 
Atos assim deveriam ser mais importante do que a atrocidade.
Pois pessoas que agem com violência desmedida contra seus medos e opressões, infelizmente é muito corriqueiro nos dias de hoje.
Enquanto pessoas que pensam mais em suas crianças é algo raro e digno para se passar em branco.
Dificilmente conseguiremos ser tão honrados como Victoria. Podemos ao menos usar seu exemplo para tentarmos ser algo diferente do que um autômato que se rasteja na face da terra.
Esta homenagem vem tardia, pois pouco acompanhei 'o show' jornalístico de explorar mais um massacre em prol da audiência televisiva com o sangue de inocentes.



http://www.newstimes.com/local/article/Teacher-from-Stratford-shielded-students-4120759.php

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Palmeiras - Libertadores 2013.

Fico a divagar sobre o que seria melhor ou pior para o Palmeiras no sorteio da Libertadores. Claro, grandes times não devem escolher adversários para suas grandes conquistas. Principalmente quando o mesmo só possui um grande desafio para 2013.


Voltando a questão, foi uma boa chave ou forte demais?

Seria melhor um desafio maior e, se não tiver time competitivo, assim saia rápido da disputa.

No lado oposto teríamos o fato de mais uma humilhação e motivos de risos dos rivais.

Só que com o atual elenco é de se temer o destino e a saída prematura não seria nenhuma surpresa.

Assim, com times inexpressivos como Sporting Cristal (Peru), Libertad (Paraguai) e Tigres (Argentina) ou Deportivo Anzoategui (Venezuela). Torna-se uma obrigação se classificar para a fase seguinte.

Bom, vamos caminhar sem um grande destino e esperanças.

Dizem que não há ateus num avião em emergência.

Acredito que, hoje, há pouquíssimos palmeirenses que não colocam suas esperanças de um bom 2013 no inefável...

Pois a realidade é triste e amarga demais para se animar e ouvir as piadinhas que perpetuam de forma perturbadora em nossos ouvidos.

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/12/21/pre-libertatores-tem-sao-paulo-x-bolivar-na-altitude-e-gremio-x-ldu.htm

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A pobreza da riqueza

"Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil.


Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram

sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da

modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às

vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito.

Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto

eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões,

desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de

muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de

guardas que se revezam em turnos.

Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes

oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite

para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam

freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os

olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados,

cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer

escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista,

sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar

até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre

rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho

de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um

susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro

de casa.



Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que

acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o

patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que

os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar

dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas

riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.



No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável

do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza

ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de

perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade

hostil e ineficiente.

Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se

hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores

da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta,

portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela

vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.



Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade

de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os

ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços

dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa

quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa

riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam

abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os

latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a

riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o

peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.



A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na

cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos

abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que

seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa

produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba

manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não

sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos.

Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem

educados.



Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram

viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao

comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que

precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda

saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos

hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de

casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar

ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.



Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza

é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito

tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites

brasileiras.



Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos

pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em

direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os

trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e

implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de

professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria

uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro - os pobres que sairiam da pobreza

e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.



Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a

triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas".



A verdade nua e crua é que o homem é um ser social egoísta, na pior acepção da


palavra.

Conheço vários casos em que a pessoa fala em trabalhar com dedicação e afinco,

crescer por méritos. Não se prostituir ou fazer o velho joguete de agradar para

obter sucesso e glória, mesmo que não seja atingido o objetivo almejado. Só que

o mesmo que fala citando as mais belas passagens morais e ideológicas da

Revolução Francesa, trai suas falas na primeira oportunidade sem pudor ou

constrangimento. Assim somos nós.

Por várias vezes eu disse quando a URSS caiu, que o sistema capitalista também

está falido, teve seu propósito. Claro que acho vários que discordam. Alguns

ainda dizem que faltam ajustes para que a economia de capitais seja perfeita e

muita conversa fiada.

O socialismo é o mais belo conto de fadas e o capitalismo é o mais racional.

Só que ambos não consideram a principal essência humana que é a ambição e o

individualismo.

Partindo para o lado espiritual da coisa, creio que este seja o maior desafio, a

missão, o propósito maior da humanidade. Olhando por esta ótica, é uma missão

mega-hiper-ultra-hercúlea uma vez que temos como base o cristianismo, que fala

que aqui estamos pagando nosso pecado orginal. Tatara-tatara- tatara- tatara-

tatara- tatara- tatara- tatara- tatara- tatara- tataravós de #@!%#*#@!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fim do Calendário Maia = Fim do Mundo.


Isso é corriqueiro principalmente no ocidente, uma vez que está escrito e de forma destacada no Apocalipse sobre o tal “juízo final”.

Esta é a...gênese...rs...de toda a lambança religiosa e “esquisotérica” em que as pessoas surtam e desatinam em um FIM e a ida a um tal paraíso, um mundo de só amor e fraternidade. Daí oportunistas aparecem como gurus, messias, portais, Ashtars, mestres e congêneres...

O que explica tudo isso é que a humanidade é carente e infeliz. Busca no hipotético a única saída da condição miserável e medíocre em que se encontram inseridos na atual sociedade caótica e materialista. Paradoxalmente, por seus valores materiais e na sua falha na detenção destes bens superficiais é que buscam na espiritualidade ou em um mundo alternativo (extraterrestre). Ou seja, se pelas regras do jogo eu perco, vou tentar jogar outro jogo. Pois ali as pessoas boas (na falta de senso autocrítico, assim consideram-se) terão bem- estar e conforto. Um local isento de decepções, disputas. Enfim, o princípio da Revolução Francesa “Igualdade, Fraternidade e Liberdade”.

Clichê “A Felicidade está no seu Interior”. Quem busca felicidade ou seu complemento dela fora de si, em alguém/ coisa, jamais encontrará e está fadada ao fracasso e grandes decepções. Concordo que este terrível engodo deve ser mantido, pois muita gente abreviaria suas vidas se tivessem consciência de que seu “Pote de Ouro no Fim do Arco-íris”, seu “Santo Graal” não passa de um mito.

Sobre esta concepção, concluo que SE houvesse um paraíso alternativo de alguma forma, um WELFARE STATE, logo ele tornar-se-ia um verdadeiro inferno...tornar-se-ia é foda...rs ele não permaneceria um paraíso por muito tempo (much better...rs), ao passo que as mesmas pessoas que aqui “rastejam-se” comatosamente na face do nosso querido planetinha terra, serão os mesmos que o degradariam rapidamente este tal local imaculado de grande candura.

Como o mundo vive também de lucrar com o medo/ pânico da humanidade e a premissa de que o bicho homem prefere sonhar com o improvável a levantar a bunda da cadeira(sofá/ cama) e trabalhar para a conquista de sua felicidade aqui na terra. 

Acredito que até o fim do meu tempo por aqui, terei que conviver com isso e assistirei a outros tantos absurdos sobre algum profeta pregando sobre o fim e os escolhidos. 

Portanto, não me permitirei ficar estressado ou lutar contra estas insanidades coletivas( que nem todos embarcam, graças a Deus). Simplesmente faz parte do combo da nossa breve passagem por aqui. Talvez este seja o grande desafio e aprendizado. Parafraseando meu amigo Wagner Borges "entre tantas, tento  ser considerado pelo menos um ser humano interessante". ;-)