sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Há as que faço parte das lembranças, dos desatinos, dos desejos, dos caprichos, das loucuras.
Não sei ao certo a quem devo retribuir ou deste ponto retomar, aprofundar ou só recordar.
Só sei que quero ser algo mais que a superficialidade.
Mais que só um sorriso, uma lágrima, algo perdido na memória.
Quero levar para sempre algo mais que especial.
Hoje só não sei qual poderia cravar dessa forma como a mais bela de minhas eternas lembranças.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Momentos, lugares e a felicidade logo parte assim que sinto a tua falta.
Tudo ao teu lado gostaria de estar agora e compartilhar minhas alegrias.
Sonhava em um dia levá-la aos lugar lindos que tanto te narrei.
Sonhos nem sempre se realizam ou podem fazer parte da vida da gente.

domingo, 29 de novembro de 2009

Chamar por quem?

Outro dia acordei com a incrível sensação de ter tido um sonho bom.
Podia ainda ouvir a linda melodia que ficou impressa na memória.
Senti vontade de clamar pelo seu nome.
Mas não sabia quem era a protagonista do meu mundo.
Já teve dono, já tive certeza de ser sempre a mesma.
Hoje, já não trago mais essa certeza em mim.
Uma parte gostaria mesmo que fosse a companheira de tantos desatinos.
Mas melhor que não mais a seja, sem mágoas. Muito pelo contrário, quero que ela faça para sempre parte da minha vida.
A intriga se instaura. Quem poderia substituí-la?
Teria que ser alguém, melhor?
Se já não fazia juz a merecê-la...
Será que o destino reserva nada mais então?
Quizás, quizás, quizás...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Atração pelas Desilusões.

Questiono meu sentimento que parece tão irracional e proporcionalmente tão incontrolável essa paixão.
Entrega incondicional ao que nada oferece e nem se preocupa em te conhecer.
Ao manifestado, nenhum retorno acusado. Estou a versar e abrir meu coração ao vazio?!
Tão ciente do ridículo que estou sujeito e mesmo assim não preocupo com minha imagem que aos olhares críticos dos que me observam deve formar um conceito degradante.
Não importo, mas deveria.
Como explicar, o que fazer se não me sinto bem em guardar minhas mazelas e manter a discrição.
Pague o preço de ser autêntico e não guardar somente para ti.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Silêncio do Vazio

Ouvindo uma de tantas que adotei como sendo a transcrição do meu desespero, as intermináveis noites de insônia, soluços, brados, meus murmurios.
Fico aqui a pensar no que foi, fora, poderia. Os tantos "SEs" que inundam minha mente.
Tudo havia um porquê e assim a minh amaldição acompanha pois em tudo está atrelado ao que eu quero deixar no passado.
Cada passo adiante faz tremer o meu ser, o medo do incerto, o apego as memórias.
Uma parte não quer esquecer, outra teima em afirmar o quanto é necessário.
Lembra-te há bem pouco conseguiste se libertar de um fantasma que residiu por longos dois anos.
Mas desta vez é diferente, ou seria um simples factóide?
Não, seria cruel demais assumir que tudo fora o capricho abusando de meus sentimentos. Mas também seria um corte incisivo em seu martírio.
Vá resolver seus problemas é o que dizem e aconselham.
Como resolver se nem faço idéia de onde seria o destino que conduz esta estrada?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quem diria.

Meu garoto está namorando, diz ele que é firme.
Houve uma que havia magoado seu coração.
Achava que havia aprendido a lição.
Pelo jeito não, talvez acredite mesmo nisso.
Pois diz sem cerimônia que ela é muito especial.
Muito cedo pressas coisas.
Quero lhe dar um conselho
Mas quem estaria disposto a ouvir críticas sobre
o que não domino uma vez que meus atos me condenam.
Eu mesmo não ouviria e não ouço mesmo.
Machucar-se também faz parte do aprendizado
Quem afinal sairá realmente com as dores?
Poderia dizer que é cedo, meu garoto.
Aproveite melhor a vida.
Qual seria o jeito certo de aproveitar a vida?
Estou aproveitando corretamente a minha?
Estou contente com a vida que eu levo?
Dá até medo de perguntar e descobrir as respostas.
Portanto, meu filho, curta bastante este seu sentimento.
Conte comigo a hora que achar necessário e siga seu
coração afinal o mundo de gente que pensa demais é uma chatice!

Sempre me conhecendo melhor.

Estava caminhando, rumo a minha casa( se é que a denominação está correta) ainda em São Paulo e vejo em uma das escuras esquinas frias da região do centro três pessoas em frente a um dos vários bares de terceira. Dois homens e uma mulher.
A mulher é quem me chama a atenção por estar apoiada em suas muletas. Nitidamente havia uma deformidade, um arqueamento que faz acreditar que ela seria vítima de uma polio. Evito a ficar a observá-la para que não perceba meus olhares e acarrete um constrangimento para aquele ser humano que está ali.
Enquanto estou a passar por eles a conversa diminui o seu tom e começo a temer se fui flagrado em minhas observações e talvez possa surgir palavras duras e em parte merecidas pela minha indiscrição.
Aquela mulher toma folego e começa a falar e estou prestando atenção torcendo que não confirme meus pressentimentos.
A frase reproduzo agora, fielmente:
- Adoro japonês ainda mais de pernas grossas, tão grossas que dá pra perceber mesmo de calças.
Podem rir, realmente esperava tudo dela menos isso.
Fiquei muito bravo e indignado.
Foi nesse momento que eu me perguntei, qual seria o motivo de minha cólera.
Fui pensando um bom trecho do caminho e admito que o resultado de minha análise envergonha-me. Não o sufuciente para guardar só para mim. Assim deixo escrito aqui como minhas memórias ou para qualquer pessoa que esteja no ócio e pré disposto a ler o que estou a escrever.
Primeiramente que se fosse uma linda mulher estaria até hoje guardando carinhosamente este momento. Então, por que está sendo tratado dessa forma?
Concluo que primeiro tenho conceitos que devo rever. Primeiro que ela tem necessidades como qualquer outra, o mal gosto deixemos de lado...
O fato da enfermidade não lhe tirou sua sexualidade e é um erro que admito ser um absurdo pensar algo que não seja isso.
Com esse fato não estava preparado e o que sentimos por pessoas que possuem alguma "deficiência" tendemos a achar que são especiais demais para possuir " defeitos" como qualquer ser humano.
Minha vaidade também foi abalada com o elogio, mesmo de forma tão grotesca, que não seja de uma pessoa fora de padrões aceitos e cultuados pela nossa cultura que tanto critico.
Prefiro acusar ao negar e talvez assim seja realmente expulso de meu interior, ou pelo menos faça que eu me esforce um pouco mais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ímpar

Na quietude que domina, trazendo a noção da ínfima partícula que habita o degredo.
O agudo que se ouve não deixa esquecer nem por um segundo o admoestado.
Viagens que traz o suplício novamente ao que ousou tentar escapar do fatídico.
Avaliou erroneamente sua capacidade e seus sentimentos. A glória e sorrisos são defesos para ti.
Buscou opções achando ser possível encontrar o que foi perdido.
A maior opulência de sua vida não se encontra ou recupera. Talvez ou de certo sua atenção está em outros ares.
Percorre olhares ao redor, intento que se destina a substituir a falta.
A primeira tem o seu jeito, outra seu apelo, uma seu brilho e sorriso, aquela o seu cabelo, esta sua doçura. Mas nenhuma é ela.
Cedo demais ou, o pior, é tarde demais.
A realidade e a constatação é que ela também faz parte do passado das lembranças que ficaram ali para sempre.
Enfim, o que se tem ou apega é o nada. Real como seus sonhos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Be careful...

Muitas vezes a gente deixa se envolver com as situações sem perceber que caminha para um beco sem saída.
Uma amiga minha me alertou que ando mesmo irritadiço e hoje refleti um pouco mais no que eu ando fazendo com as pessoas ao meu redor.
Ontem fiquei azucrinando um sujeito de uma comunidade no orkut. Ele estava contando vantagem de sua máquina(moto) e fui lá para desmascará-lo.
Fui dormir e acordei hoje na correria da vida.
Precisava ir de moto de qualquer jeito pois vou comprar ingressos para o jogo do Palmeiras.
Tudo foi dando errado começando pela Bia(minha FZ6) que foi bloqueada por estar muito tempo parada e em local diferente do que estava nos últimos relatórios. Explicado e desfeitos os mal entendidos saio em disparada para recuperar o tempo perdido. Levo uma fechada onde achei que era o fim da história de um dia e por Deus continuo a prosseguir engolindo o coração.
A chuva aparece para atrasar ainda mais o meu dia. Nesse momento que percebo meu estado alterado e aproveito o ato de colocar o traje de chuva para colocar minhas emoções em ordem.
Enquanto andava no trânsito caótico desta selva urbana afugentava os pensamentos dos porquês de eu estar assim.
Obviamente que reconheço as causas, só não sei como superá-las. A verdade é que só reconheço a obrigação de ter mais paciência com essa página da minha vida, onde era mais do que esperado os problemas e decepções que ela guarda e agora, aos poucos, apresenta.
Agradeço ao tão insultado São Pedro que enviou a chuva divina, fazendo eu refletir e perceber a ultrapassagem do limite da sanidade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Será que virá?

Cerrando os olhos focados no infinito que não sabe onde poderá encontrar.
Não pergunte o que jamais conseguirá uma resposta.
Quando está em plena queda a mente só pensa em que tudo acabe de alguma forma. Num repouso mais denso que o etér. É tudo que a mente se ocupa.
Haverá julgamentos e censuras sem direito de se defender ou ciência dos motivos pelas suas atitudes.
Quem entenderia que não é o fútil, não é o frívolo que será somente a necessidade de ouvir nem que seja um sussuro inaudível de alguém além de seus pensamentos reverberando repetidamente em seu interior. A lembrança do que era o calor do verão no inverno de sua alma.